10 princípios da educação na Holanda que surpreenderam uma mãe russa

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No mundo, existem muitos países com costumes, tradições e princípios muito distintos, como é o caso do Japão, cujo povo tem características muito próprias e apreciadas pelos restantes.

Embora não se oiça falar tanto, a verdade é que a Holanda também tem princípios educacionais admiráveis. Foi Alya Snape, repórter de televisão russa, quem observou atentamente educação da Holanda, tendo ficado muito surpreendida pela positiva.

De seguida, deixamos uma lista de 10 dos principais princípios holandeses, segundo Alya:

  • As mães não têm de restringir a sua alimentação

Não existem grandes proibições para as mães que estão a amamentar nos primeiros meses depois do nascimento do bebé. Apenas não é recomendado que comam repolho, cebola, temperos muito fortes ou que bebam álcool.

  • As constipações dos pequenos não são tratadas com comprimidos

Na Holanda, a constipação/gripe não é considerada uma doença. Caso haja muco, usa-se água salgada; caso haja dor de garganta, toma-se camomila. Nunca se dirigem ao hospital em casos em que a febre não ultrapassa os 38ºC. No máximo, tomam paracetamol e vão ao médico se a febre persisti mais de 3 dias. O objetivo é fortalecer o sistema imunitário naturalmente, em vez de recorrer sempre a químicos.

  • Os pais não gritam nem batem

Os pais não gritam, não batem, não humilham nem comparam os filhos. Para os educar, recorrem ao diálogo. Se algum adulto tiver vontade de levantar a mão a uma criança, é sinal que o problema está nele e não nela.

  • As crianças são vistas como pessoas válidas

Os mais pequenos são tratados como adultos – os pais explicam-lhes calmamente o porquê de certos comportamentos serem errados, mas dão-

lhes espaço para errarem e aprenderem com os próprios erros. Os pais não tentam controlar tudo na vida dos filhos, e permitem que aprendam por tentativa e erro, dando-lhes a entenderque têm liberdade para tudo, mas que podem sempre haver consequências. Desta forma, as crianças crescem com um maior sentido de responsabilidade. Talvez por isso a percentagem de pessoas alcoólicas ou fumadoras seja tão pequena comparada à de outros países.

  • Os pais ensinam os filhos a resolver os problemas sem conflitos

Desde cedo, os pais aconselham os pequenos a pensar duas vezes antes de falar, para que desenvolvam a capacidade de dizer as coisas sem ofender nem magoar ninguém. Assim, as crianças são incentivadas a resolver os conflitos através do diálogo com respeito.

  • Estimulam a individualidade

Na Holanda, os pais não comparam os filhos a outras crianças nem exigem notas excelentes. Em vez disso, incentivam-nos a refletir e questionar as coisas, pensar pela própria cabeça e fora da caixa. Cada criança é aceite tal e qual como é.

  • Os pais interessam-se pela opinião dos filhos

Na hora de tomar decisões, os pais fazem questão de perguntar a opinião das crianças e tê-la em conta. Desta forma, estas crescem a sentir que aquilo que pensam é importante e tornam-se confiantes e independentes.

  • Não impõem uma alimentação às crianças

Na Holanda, não existe uma preocupação excessiva com a alimentação das crianças, o que lhes dá alguma liberdade.

  • Inspiram o interesse pelo desporto

No geral, os holandeses são pessoas muito ativas, que adoram praticar os mais variados desportos, e incentivam os filhos a fazer o mesmo desde cedo. Este hábito não só é benéfico a nível físico, como também mental.

  • O segredo mais precioso

A melhor forma de reagir a qualquer conflito é desviar a atenção da criança para outra coisa. Se uma criança não estiver a deixar que lhe mudem a fralda, os pais distraem-na com um brinquedo. Se não quiser comer, os pais imitem sons de animais diferentes a cada colher. Se chorar e exigir que lhe comprem um brinquedo, os pais perguntam se ela prefere passear no parque ou nadar no rio. Se caiu e se magoou, os pais contam-lhe uma história divertida. O truque para acalmar uma criança é distraí-la da origem do problema.

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