20 anos após a professora dizer que ele nunca seria alfabetizado, jovem com autismo forma-se em Medicina

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Esta é a história de Enã Rezende, um jovem de 26 anos residente no Mato Grosso, que sempre sofreu de bullying por ter autismo e consequentemente dificuldades na fala e ao nível das interações.

Um dia, quando Enã tinha apenas 7 anos, a sua mãe Érica foi à escola e ouviu a professora dele dizer que ele nunca ia aprender a ler nem a escrever.

Então, Érica decidiu mudar o filho de escola e Enã começou a desenvolver-se cada vez mais. Infelizmente, o pai do jovem não pôde ver a sua evolução porque faleceu num acidente de viação quando ele ainda era muito pequeno, mas esse acontecimento despertou em Enã um grande interesse pelo mundo da medicina.

Eventualmente, o jovem entrou em Medicina na Universidade de Cuiabá, onde se defrontou com alguns desafios, como o contacto com os pacientes, uma vez que lhe é muito difícil olhar nos olhos das pessoas.

Felizmente, com o tempo e prática, Enã conseguiu ultrapassar essa dificuldade. “O Enã é uma pessoa extremamente inteligente, mas por causa da sua dificuldade de interação acabava por ficar mais isolado. Então, passámos a tomar iniciativas, juntamente com professores e os próprios colegas, para que ele fosse integrado em grupos, o que o ajudou na inclusão social”, conta Denise Dotta, coordenadora do curso de Medicina da Universidade de Cuiabá.

Contra as expectativas de muitos, Enã conseguiu formar-se, trabalha numa unidade do Exército em Rondonópolis e tenciona especializar-se em neurologia brevemente.

Para além disso, o jovem está envolvido em projetos de inclusão social escolares sobre o autismo, com o objetivo de ajudar as crianças e adolescentes a perceber melhor esta condição.

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