A falta de incentivo às meninas arruína as suas vocações científicas

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Segundo o último relatório do PISA de 2015, as meninas sentem-se menos capazes de atingir objetivos relacionados com competências científicas.

Ainda que tenham todas as capacidades, estudantes com pouca autoconfiança correm o risco de obter piores resultados, explica o psicólogo Albert Bandura.

Em países como a Espanha, os meninos revelam mais confiança neles próprios, e por isso conseguem obter melhores resultados em comparação com as meninas da mesma área.

“Em geral, as meninas têm menos eficácia na ciência, praticam menos atividades científicas nos seus tempos livres e veem-se a trabalhar em áreas tecnológicas inferiores aos rapazes quando forem mais velhas”, explica Montserrat Grañeras, que trabalha em unidades espanholas de promoção à igualdade.

De acordo com os especialistas, as diferenças no interesse em determinado campo podem derivar das diferenças nas oportunidades de acesso à atividade e no apoio recebido.

Montserrat acrescenta que a falta de vocação feminina para carreiras científicas deve-se, em grande parte, à falta de modelos.

Para contrariar esta tendência, a Espanha tem agora diversos projetos com o objetivo de aumentar a autoestima e ambição profissional das meninas.

Felizmente, o Ministério está consciente desta problemática e já está a tomar medidas. “O esboço preliminar da lei em que se está a trabalhar inclui novos aspetos que nunca tinham sido incluídos numa Lei Orgânica da Educação, como a inclusão de uma perspetiva de género na orientação académica profissional”, explica Montserrat.

Para que as coisas realmente mudem, é necessário desmantelar os estereótipos, principalmente nas escolas.

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