As pessoas que andam rápido podem viver até mais 15 anos do que as que andam a passo lento, diz estudo

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Nem todos conseguimos andar à mesma velocidade – as pessoas mais velhas ou com problemas motores não podem simplesmente acelerar.

Contudo, para quem pode e caminha rapidamente, deixando os companheiros igualmente aptos mas muito mais lentos para trás, temos boas notícias.

Dizem-lhe constantemente para andar mais devagar, mesmo em passeios pelo parque? Acaba sempre muito à frente do grupo, tendo de esperar no final da rua? O problema não está em si – na verdade, esse hábito é bom para a sua saúde!

Quando investigadores do Leicester Biomedical Research Centre, no Reino Unido, estudaram os hábitos e a expectativa de vida de quase meio milhão de pessoas (mais precisamente 474.919), descobriram que “aqueles com ritmo de caminhada rápido têm uma expectativa de vida longa em todos os níveis”.

Portanto, mesmo que ainda pudessem perder alguns (ou muitos) quilos, os caminhantes velozes têm uma longevidade superior à dos que caminham lentamente, mesmo estes sendo magros.

Na verdade, foram os caminhantes lentos e com peso a menos quem teve a expectativa de vida mais baixa (uma média de 64,8 anos para os homens e de 72,4 anos para as mulheres), mas é claro que isso pode ter a ver com outras condições de saúde que afetem o peso e a marcha.

O professor Tom Yates, que estuda atividade física, comportamento sedentário e saúde na universidade, explicou:

“Noutras palavras, as descobertas sugerem que talvez a aptidão física seja um melhor indicador da expectativa de vida do que o índice de massa corporal (IMC), e que encorajar a população a fazer caminhadas rápidas pode acrescentar anos às suas vidas.”

Este não é o primeiro estudo do professor Yates sobre caminhada e saúde. No ano passado, ele mostrou que “pessoas de meia-idade que relataram ser caminhantes lentos tinham um maior risco de doenças relacionadas com o coração, em comparação com a população em geral”.

Na verdade, os caminhantes lentos eram duas vezes mais propensos a que a sua causa de morte estivesse relacionada com o coração (e isso acontecia mesmo quando controlavam fatores de estilo de vida não saudáveis, como o tabagismo ou obesidade).

Os estudos basearam-se no autorrelato do estilo de andar, mas em princípio isso não prejudica os resultados da investigação, porque que a maioria das pessoas sabe se caminha rápida ou lentamente – até porque aqueles que caminharam com eles já o devem ter mencionado.

Então, quanto tempo mais é que os caminhantes rápidos podem viver? Até 15 anos! Caminhantes velozes de todos os pesos tiveram uma expectativa de vida de 86,7 a 87,8 anos para as mulheres e 85,2 a 86,8 anos para os homens.

Quanto aos que relataram andar lentamente (mesmo com um peso saudável e IMC), tiveram uma expectativa média de vida de 72,4 para as mulheres e 64,8 para os homens.

Curiosamente, o estudo também analisou a força de preensão, no que toca à expectativa de vida. Embora os resultados não tenham sido tão significativos como o estudo sobre a velocidade, eles mostraram que a capacidade de agarrar objetos com mais força e agilidade também se correlaciona com uma vida mais longa.

Isso pode indicar que tanto ter velocidade e força significa ter um melhor nível de condicionamento físico, e isso é bom para a longevidade.

Em suma, o facto de a expectativa de vida ser maior mesmo em pessoas obesas que conseguem segurar com força e tendem a andar rápido sugere que o peso corporal e o IMC não são necessariamente os indicadores mais confiáveis ​​(quando considerados isoladamente) na determinação da condição física e saúde.

Vamos todos caminhar mais rápido, pela nossa saúde?

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