Estudantes inventam novo gesso futurístico para ossos partidos: confortável, leve e à prova de água

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Se já partiu algum osso, provavelmente recebeu um molde de gesso para usar durante algumas semanas, e sabe como isso pode ser inconveniente e aborrecido.

Não se pode molhar o gesso, o que torna os banhos mais difíceis, e qualquer humidade em casa ou no exterior dá-lhe um cheiro forte e bolorento. Para além disso, tudo o que escorre para lá nunca sai… e dá uma grande comichão.

Basicamente, os moldes de gesso não são higiénicos nem práticos. Felizmente, uma equipa de engenheiros da Universidade de Illinois está a trabalhar para encontrar uma alternativa melhor.

 

 

Estes estudantes estão no comando de uma empresa iniciada em Chicago, chamada Cast21, que produz moldes leves, respiráveis ​​e impermeáveis.

O dispositivo é uma luva de malha que desliza no braço do paciente e é preenchida com resina líquida. Quando a resina endurece, o molde fica sólido como uma rocha, mantendo os ossos partidos no lugar, mas poupando todos os outros inconvenientes de lidar com uma lesão óssea.

Em entrevista ao The Daily Mail, em novembro de 2019, a vice-presidente de engenharia da Cast21, Veronica Hogg, disse:

“Temos uma noção radical de que as pessoas devem aproveitar a sua experiência de cura. Não precisam de restringir as suas atividades diárias.”

Com apenas um corte na parte superior, o molde sai do braço, evitando aquele momento nada divertido de ver o médico ou enfermeiro a tentar libertar o paciente do gesso sem bater na pele.

Infelizmente, esta alternativa ainda não está amplamente disponível, e de momento, existe apenas um modelo feito para um braço de tamanho médio. Porém, o objetivo deles é criar o molde impermeável e futurista em vários tamanhos e também formular um protótipo para as pernas.

Embora essa seja uma ótima ideia, a empresa precisa de provar que é útil e acessível para garantir a entrada no mercado de vendas.

“Estamos no estágio de protótipo e temos um modelo totalmente funcional para o antebraço”, disse Hogg.

Assim que investidores e clientes estiverem alinhados, descobriremos quanto esta alternativa custará ao paciente médio. Segundo Hogg, a empresa deseja torná-lo o mais acessível possível, para que chegue ao maior número possível de pessoas:

“Não queremos que este seja um produto de luxo. Ainda estamos a realizar pesquisas sobre a sensibilidade dos preços, e o custo final para os pacientes dependerá do seu seguro e médico”, disse Hogg.

Embora alguns médicos na Europa já usem modelos impressos em 3D que possuem muitos dos mesmos recursos, a impressão em 3D leva muito tempo e é notoriamente cara. Um molde simples pode custar centenas de dólares e os pacientes podem ter de esperar dias – ou até semanas – para recebê-los, enquanto o novo modelo Cast21 será muito rápido para medir e criar.

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