Homem aposentado exclui a sua família do seu testamento e deixa a herança para uma pessoa mais merecedora

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Daniel Bryan Sharp, o construtor que se recusou a receber o pagamento de Ronald Butcher por limpar as suas calhas, acabou por ser escolhido pelo homem para receber os £ 500.000 que deixou em testamento. Porém, agora enfrenta uma dura batalha no Tribunal Superior.

O construtor diz que a sua amizade com Ronald começou após ter feito um trabalho em casa deste e durou 6 anos, mas a família e amigos de Ronald dizem que Daniel está a mentir e que o testamento não reflete o seu “último desejo verdadeiro”.

Ronald, descrito como um “homem reservado e quieto”, morreu em sua casa em Enfield em março de 2013, aos 75 anos, e o seu corpo permaneceu sem ser descoberto durante quase 2 meses.

Daniel disse que ficou chocado ao descobrir que Ronald lhe tinha deixado toda a sua fortuna de £ 500.000 num testamento elaborado dois meses antes de falecer.

O construtor insiste que o documento, que exclui a família de Ronald de qualquer herança, é válido e foi feito por iniciativa e vontade próprias.

Contudo, a família de Ronald quer que o juiz Leslie Anderson revogue o testamento em favor de um anterior, que deixava o seu dinheiro para eles.

O juiz apurou que, quando Ronald morreu, a sua família consistia na sua prima, Joyce Gilkerson, e Evelyn Hutchins e Peter Rogers, filhos de um amigo próximo da escola, que o consideravam como tio.

Eles eram beneficiários iguais do que pensavam ser o testamento final de Ronald, datado de dezembro de 2011.

Araba Taylor, advogada que verificou o testamento em 2013, disse ao juiz que Ronald tinha capacidade mental para fazer um testamento quando assinou o documento e que não se trata de uma falsificação, mas também disse que a natureza “estranha” do legado deixado a Daniel deveria “despertar suspeitas” de que Ronald não compreendeu totalmente ou aprovou o seu conteúdo.

Taylor disse que Daniel devia provar que Ronald entendia o efeito do documento, e que era o seu “último desejo verdadeiro” deixar-lhe tudo.

Entretanto, Jennifer Seaman, advogada de Daniel, disse ao juiz que Ronald era um homem solitário que encontrou um amigo no construtor, e que sabia o que estava a fazer quando o elegeu no seu testamento de 2013. Os dois partilhavam o interesse pela bricolage, e Ronald gostava muito de ouvir as peripécias do filho de Daniel.

Ao saber da sua sorte inesperada, Daniel disse ter ficado chocado porque acreditava que ninguém dava nada a ninguém nesta vida.

“Quando limpei as calhas da casa de Ronald pela primeira vez, ele ofereceu-me dinheiro, mas eu recusei. Foi um trabalho muito rápido”, lembra Daniel.

Os anteriores eleitos do testemunho anterior de Ronald continuam a dizer que não perderam contacto com ele nos últimos tempos, e que Daniel está a mentir sobre terem sido amigos.

Entretanto, o processo continua a ser averiguado em tribunal.

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