Homem gasta mais de 50 mil euros das próprias economias para alimentar pessoas pobres na pandemia

519

Nos últimos meses, Dosapati Ramu, gerente de Recursos Humanos de 43 anos residente em Hyderabad, gastou cerca de R$ 330 mil do seu próprio bolso para criar a “ATM Rice” (“caixa eletrónica de arroz”), uma iniciativa que tem ajudado a alimentar muitas famílias carenciadas.

Ramu passou uma parte do seu Fundo de Previdência para o seu cartão de crédito e usou parte dos lucros da venda das suas terras em Nalagonda. Ele até teve de desistir do seu sonho de se mudar para um apartamento maior com a esposa e dois filhos, mas garante que tudo valeu a pena.

Para Ramu, retribuir à sociedade também significa cumprir uma promessa que fez em 2006. Ele sofreu um ferimento na cabeça num acidente de bicicleta, 5 meses antes do nascimento do primeiro filho. Ramu desejou outra oportunidade na vida e prometeu gastar 70% do seu salário ajudando os pobres.

Depois de recuperar totalmente, passou a envolver-se em diversas campanhas de consciencialização para promover o uso de capacetes/cintos de segurança, doação de sangue, redução do consumo de energia em casa, cessação do uso de plástico descartável, entre outras.

Nas primeiras semanas de quarentena, inspirado no reality show Bigg Boss, ele desafiou as pessoas a ficar em casa durante 21 dias, e posteriormente instalou o ATM Rice.

“Eu recebo um bom salário, a minha família está confortável e percebi que nada me impede de ajudar os necessitados. Inicialmente, a minha iniciativa era direcionada a apenas 193 pessoas, especialmente migrantes, mas rapidamente o número aumentou”, conta Ramu. Até agora, já ajudou 25 mil pessoas.

“Todos os dias vejo o apartamento que eu e a minha mulher queríamos comprar, mas quando vejo tantas pessoas à espera de comida na ATM Rice, não sinto nenhuma perda. Alguma força desconhecida me faz continuar. Devo dizer que sem o apoio da minha esposa, nada era possível”, continuou.

Embora a vida da maioria tenha voltado à normalidade, Ramu diz que não quer colocar fim à sua iniciativa.

“Quero ajudar as pessoas que realmente precisam. Estou a examinar os beneficiários e a motivá-los a encontrar o caminho para conseguir um emprego. Não serei capaz de fazer isto para sempre, mas quem precisa não devia ir dormir com o estômago vazio”, concluiu.

Utilizamos cookies para personalizar conteúdo e anúncios, fornecer funcionalidades de redes sociais e analisar o nosso tráfego. Também partilhamos informações acerca da sua utilização do site com os nossos parceiros de redes sociais, publicidade e análise. Aceitar Ler Mais