O homem que abandona a sua família por outra mulher acaba por se arrepender

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Após tanto trabalho para construir uma relação e uma família, depois de passar por tantos momentos, de criar os seus filhos e lutar para que tudo funcionasse, por vezes chega um momento em que uma pessoa sente vontade de desistir.

Quando isso acontece, a pessoa não está a rejeitar a família nem a esquecer tudo o que partilharam – trata-se apenas de um esgotamento temporário das emoções, que acontece principalmente com os homens.

Nessa altura, o homem quer reduzir as suas responsabilidades e cansaço, mas não significa que já não ama a sua família. Ao fim de tantos anos, o seu estado emocional está muito fragilizado, e por vezes até sem dar por isso, procura uma forma de se libertar para se sentir melhor.

Resultado: acaba nos braços de outra mulher, talvez mais jovem. Contudo, no final, vai dar por si com tantas ou mais responsabilidades. Vai cuidar de outras crianças que não as suas, vai ter de continuar a cumprir suas responsabilidades para com a família, e o mais difícil: lidar com a culpa e o arrependimento de ter deitado fora tudo o que tinha construído por algo fugaz.

Abandonar o casamento por outra mulher é como se estivesse a construir um navio há muito tempo, aperfeiçoando todos os detalhes, e desistir do projeto justamente quando ​​este está prestes a ficar pronto.

É normal haver momentos em que um homem simplesmente se sente mais saturado e precisa de tempo para identificar aquilo que não está a correr bem, quais as suas necessidades e o que pode fazer para se sentir melhor.

Infelizmente, muitos caem no erro de achar que a sua vida seria melhor se seguissem um caminho diferente, mas na verdade não é bem assim.

Mesmo que não o percebam, não deixam de amar a sua família. Muitas vezes, é o esforço e insatisfação interna que os deixa confusos e os faz duvidar das decisões passadas. Não compreendem que a insatisfação que sentem não está relacionado com as esposas ou qualquer outra pessoa a não ser eles próprios. É importante entender que se trata de uma guerra interna que só eles podem vencer, e para tal não devem desistir daquilo que construíram. Todos passamos por fases em que nos sentimos mais frustrados, e temos tendência a achar que o problema está naqueles que estão à nossa volta, quando na verdade está em coisas que não conseguimos admitir nem melhorar em nós mesmos.

Nesta situação, uma pessoa precisa de muita introspeção e conselhos úteis. Precisa de desabafar, de falar sobre o que sente com os familiares, um amigo isento ou um especialista.

Partilhar os seus sentimentos e tentar encontrar uma solução para o cansaço emocional com os seus amigos, a própria família ou um psicoterapeuta é a melhor opção para não acabar por ser precipitado e apostar em algo que apenas o vai fazer perder aquilo que verdadeiramente ama e trazer amargura e remorsos.

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