Perigo: mudanças climáticas podem libertar vírus contidos há 15 mil anos

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Como sabemos, o aquecimento global já provocou o degelo de alguns glaciares, mas a grande surpresa foi a descoberta recente de 33 vírus em 2 núcleos gelo, 28 deles completamente desconhecidos pela ciência.

As mudanças climáticas são um problema real e precisam de ser debatidas, pois existem perigos iminente. As pessoas e as empresas têm de adotar hábitos sustentáveis urgentemente.

Nem países de primeiro mundo como a Austrália estão livres das consequências do desequilíbrio ambiental que o ser humano criou nos últimos tempos e que continua a agravar-se.

Recentemente, uma equipa de cientistas extraiu dois núcleos de gelo de um glaciar derretido no Planalto do Tibete, e encontrou vírus antigos desconhecidos, com 15.000 anos, o que pode constituir uma ameaça para a humanidade no caso de serem libertados devido ao degelo progressivo dos glaceares próximos.

Após a extração das duas amostras de gelo, cientistas dos EUA e da China encontraram 33 patógenos congelados, 28 deles nunca vistos anteriormente, o que significa que não há como saber as reações que podem provocar e se teríamos forma de os combater.

“O gelo dos glaciares contém diversos micróbios, mas os vírus associados e os seus impactos nos microbiomas de gelo não foram explorados. No mínimo, isso poderia levar à perda de arquivos virais e microbianos que seriam diagnósticos e informativos. No pior dos casos, o degelo pode libertar estes patógenos no meio ambiente”, escreveram os cientistas num artigo publicado na revista bioRxiv.

A última vez que um micróbio acabou por ser vazado devido ao degelo de um glaciar foi no ano de 2019, quando um surto de antraz na Sérvia matou 2.300 renas e obrigou várias famílias de Yamalo-Nenets a evacuar o local.

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