Síndrome dos avós escravos: os avós “obrigados” a cuidar dos netos

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Atualmente, muitas mulheres com mais de 65 anos de idade realizam muitas tarefas para auxiliar a sua família, situação que as deixa sujeitas a um stress oxidativo que aumenta os seus níveis de ansiedade e problemas de saúde.

Carlos Enrique Alfaro Díaz, geriatra particular, explicou que milhares de avós mexicanas fazem trabalhos domésticos, cuidam dos netos, levam-nos à escola, cozinham e ainda ajudam a pagar os serviços.

“Estar sobrecarregado de atividades que não pode abandonar gera um sentimento de culpa, que diminui a sua autoestima, afeta negativamente a concentração e pode mesmo gerar dores de cabeça, tristeza e desânimo”, explica o especialista.

Esta é a chamada “síndrome da avó escrava”, que algumas mulheres mais velhas manifestam e que é produzida por exaustão crónica, devido ao esforço físico e emocional contínuo.

Trata-se de uma doença grave que atinge mulheres maduras submetidas a sobrecargas físicas e emocionais no contexto familiar, que causam desequilíbrios graves e progressivos, tanto somáticos como mentais.

Segundo Alfaro, esta condição foi batizada pelo professor espanhol Antonio Guijarro, cardiologista da Universidade de Granada, que detetou o quadro clínico muito frequente, grave e potencialmente fatal.

Embora ainda não haja dados exatos, esta situação é uma “verdadeira pandemia” sofrida por milhares de mulheres idosas com responsabilidades familiares excessivas.

“Estamos diante de um problema de diagnóstico difícil, pois a paciente costuma negar que está stressada por motivos familiares ou culturais, embora saiba que tem responsabilidades a mais”, acrescentou o especialista.

Felizmente, existe tratamento para esta doença: consiste em libertar a avó de fardos, procurando um equilíbrio entre as suas capacidades e responsabilidades, afeto e compreensão familiar.

Alfaro garantiu que se trata de uma síndrome de difícil diagnóstico, mas cujas principais manifestações físicas são hipertensão arterial, condições metabólicas como diabetes, afrontamentos, taquicardia, falta de ar, tonturas, formigamento, desmaios, desconforto paroxístico, entre outros.

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