Uma enfermeira comovida explica-nos porque deveríamos ser mais gentis e dizer “eu amo-te” como mais frequência

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Noemi Bonfiglio, uma enfermeira da unidade de cuidados intensivos do Hospital Martini, em Turim, ficou muito abalada devido a uma situação trágica que testemunhou: uma jovem só pôde despedir-se da mãe, infetada com o novo Coronavírus, através de uma videochamada, passados vários dias sem se verem.

Infelizmente, casos assim têm acontecido com cada vez mais frequência por todo o mundo. Mesmo sabendo que perder pacientes é uma realidade da sua profissão, nada poderia preparar Noemi e muitos profissionais de saúde para aquilo que estão a viver atualmente, a nível físico mas principalmente mental.

Emocionada, Noemi publicou um longo texto sobre a montanha russa de emoções que tem sentido diariamente.

Na sua publicação, a enfermeira sublinha a necessidade de isolamento social, paciência e esperança na cura, e pede a todos para tentarem imaginar a própria mãe ou pai numa cama de internamento, dizendo “eu amo-te” pela última vez.

“Visualize essa imagem, pense na pessoa que mais ama no mundo enquanto ela morre sozinha numa cama de hospital, cercada por enfermeiras irreconhecíveis, porque estão cobertas de todos os tipos de máscaras e proteção contra o Covid-19. Finalmente entenderá que apenas ficando em casa e limitando ao máximo o contato com outras pessoas, é possível evitar essa situação”, escreveu Noemi.

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